7 mitos sobre dar sangue (e o que diz a realidade)
Muita gente que gostaria de dar sangue acaba por não o fazer — não por falta de vontade, mas por causa de ideias erradas que passam de boca em boca. Vamos a elas.
1. “Dói muito”
Mito. Sente apenas a picada inicial, momentânea, semelhante a uma análise. A colheita em si é indolor para a esmagadora maioria das pessoas.
2. “Posso apanhar uma doença ao dar sangue”
Mito. Não existe qualquer risco. Todo o material é esterilizado, descartável e utilizado uma única vez. Depois, é eliminado.
3. “Tenho tatuagens, não posso doar”
Mito. Pode — basta esperar 4 meses após fazer a tatuagem ou o piercing. Tatuagens temporárias não impõem qualquer espera.
4. “Tomo medicação, logo estou impedido”
Sobretudo mito. A maioria dos medicamentos não impede a dádiva. Alguns implicam aguardar uns dias. O importante é declarar na triagem o que está a tomar — é a equipa que avalia.
5. “Dar sangue engorda (ou emagrece)”
Mito. A dádiva não tem qualquer efeito no peso. O corpo apenas repõe o volume de sangue e as células ao longo dos dias seguintes.
6. “Fico sem defesas e muito fraco”
Mito. O volume de sangue é reposto muito rapidamente e a recuperação das células é natural. Com boa hidratação e uma alimentação normal, sente-se bem no mesmo dia.
7. “Não vale a pena, a minha dádiva é uma gota no oceano”
O maior mito de todos. Uma única dádiva pode ajudar a salvar até três vidas. E como o sangue não se fabrica, depende inteiramente de quem o dá. A sua “gota” é, muitas vezes, exatamente a que faz falta.
Conhece alguém que ainda acredita em algum destes mitos? Partilhe este artigo — pode ser o empurrão que falta.
Pronto para desfazer o último mito na prática? Veja as próximas dádivas.
Informação baseada nas recomendações do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST, IP). A elegibilidade final é sempre confirmada na triagem clínica.