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Plasma: a dádiva menos conhecida (e cada vez mais necessária)

Equipa ADSTV 1 min de leitura
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Quando pensamos em dar sangue, pensamos quase sempre no sangue total. Mas há uma componente menos conhecida — e estrategicamente crucial — que está em falta: o plasma.

O que é (e para que serve) o plasma

O plasma é a parte líquida do sangue e a matéria-prima de medicamentos que salvam vidas: tratamentos para doentes com imunodeficiências, problemas de coagulação (como a hemofilia), queimaduras graves e várias doenças crónicas. Estes medicamentos não se fabricam sinteticamente em larga escala — dependem de plasma humano.

Portugal recolhe pouco — e importa o resto

Portugal recolhe cerca de 60 mil litros de plasma por ano, um volume insuficiente para as necessidades nacionais de medicamentos derivados. O país está, por isso, longe da autossuficiência e continua dependente de importação.

Um dado revelador: atualmente, quase todo o plasma português é obtido a partir da dádiva de sangue total — não existem em Portugal centros de plasmaférese, a técnica que recolhe especificamente o plasma e que os países mais próximos da autossuficiência têm vindo a desenvolver.

Os peritos pedem mudança

Especialistas têm alertado para a necessidade de incentivar a dádiva de plasma e de criar infraestrutura dedicada. O Plano Estratégico do IPST aponta precisamente para reduzir gradualmente a dependência externa, encaminhando o plasma nacional para a indústria farmacêutica.

E o dador, o que pode fazer?

Por agora, a principal forma de contribuir continua a ser dar sangue regularmente — é dele que se aproveita o plasma. Quanto mais dádivas, mais plasma disponível para transformar em medicamentos.

Cada dádiva conta duplamente. Veja as próximas dádivas.


Fontes: RTP Notícias · Notícias de Coimbra. Conteúdo a rever clinicamente antes do lançamento.