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Reservas de sangue em Portugal: porque é que o verão é sempre crítico

Equipa ADSTV 1 min de leitura
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Há um padrão que se repete todos os anos: chega o verão e as reservas de sangue em Portugal descem a níveis preocupantes. Em 2025, a situação foi tão séria que o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) chegou a trazer sangue dos Açores e da Madeira, e alguns hospitais adiaram cirurgias por falta de stock.

Quanto sangue é preciso, afinal?

O número ajuda a perceber a urgência: segundo o IPST, cerca de 1.100 doentes precisam de sangue todos os dias nos hospitais portugueses. É uma necessidade contínua — não tira férias.

Porque é que o verão agrava tudo

A explicação é simples: nos meses de agosto e setembro, muitos dadores habituais estão de férias ou fora da sua área de residência, ao mesmo tempo que a procura se mantém (e os acidentes tendem a aumentar). O resultado é uma quebra previsível, mas igualmente difícil de colmatar.

Por isso, o IPST lançou campanhas de verão com o mote de que “a ajuda não pode parar”, reforçando as colheitas em zonas de maior afluência turística e apelando especialmente a dadores dos grupos A positivo, A negativo, O positivo e O negativo.

Transparência: reservas publicadas todas as semanas

Numa medida de transparência, o IPST passou a publicar semanalmente o estado das reservas nacionais, às segundas-feiras, em dador.pt. Assim, qualquer pessoa pode acompanhar a situação e perceber quando é mais urgente comparecer.

O que pode fazer

Se está em Portugal durante o verão e reúne condições, este é o melhor momento para dar sangue. Uma dádiva nestes meses vale ainda mais.

Veja as próximas dádivas da sua região e ajude a manter as reservas estáveis.


Fontes: Público · Observador · HealthNews.