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Tatuagens, piercings e dar sangue: o que precisa de saber

Equipa ADSTV 2 min de leitura
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“Tenho tatuagens, por isso não posso dar sangue.” É uma das ideias mais repetidas — e está errada. Ter tatuagens ou piercings não o impede de ser dador. Há apenas um período de espera a respeitar. Vamos por partes.

Quanto tempo é preciso esperar?

Após fazer uma tatuagem (ou colocar um piercing), poderá candidatar-se à dádiva de sangue 4 meses depois. Este intervalo é uma medida de precaução padrão, que existe para garantir a segurança de quem dá e de quem recebe.

Se a sua tatuagem ou piercing já tem mais de 4 meses, esse não é, por si só, motivo para não doar.

E as tatuagens temporárias?

Pinturas corporais, stencilling e transfers (as chamadas tatuagens temporárias) não contraindicam a dádiva. Como não envolvem a pele de forma invasiva, não há período de espera associado.

Porquê esperar, afinal?

Qualquer procedimento que atravesse a pele tem um pequeno risco associado no período imediatamente a seguir. O tempo de espera é simplesmente uma margem de segurança — passado esse período, está tudo em ordem para doar.

A regra de ouro: declare sempre na triagem

Quer tenha uma tatuagem recente, um piercing novo ou qualquer outra situação, informe sempre a equipa na triagem clínica. É um momento confidencial e sem julgamentos, e é a equipa de saúde que avalia cada caso individualmente. Na dúvida, compareça — e pergunte.

Outros “impedimentos” que afinal não são

  • Tomar medicação: a maioria dos medicamentos não impede a dádiva. Declare quais toma na triagem.
  • Ter feito uma viagem: alguns destinos implicam um período de espera, mas muitos não. Vale sempre a pena confirmar.

Já passaram os 4 meses? Veja as próximas dádivas e marque presença.


Informação baseada nas recomendações do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST, IP). A elegibilidade final é sempre confirmada na triagem clínica.