Tatuagens, piercings e dar sangue: o que precisa de saber
“Tenho tatuagens, por isso não posso dar sangue.” É uma das ideias mais repetidas — e está errada. Ter tatuagens ou piercings não o impede de ser dador. Há apenas um período de espera a respeitar. Vamos por partes.
Quanto tempo é preciso esperar?
Após fazer uma tatuagem (ou colocar um piercing), poderá candidatar-se à dádiva de sangue 4 meses depois. Este intervalo é uma medida de precaução padrão, que existe para garantir a segurança de quem dá e de quem recebe.
Se a sua tatuagem ou piercing já tem mais de 4 meses, esse não é, por si só, motivo para não doar.
E as tatuagens temporárias?
Pinturas corporais, stencilling e transfers (as chamadas tatuagens temporárias) não contraindicam a dádiva. Como não envolvem a pele de forma invasiva, não há período de espera associado.
Porquê esperar, afinal?
Qualquer procedimento que atravesse a pele tem um pequeno risco associado no período imediatamente a seguir. O tempo de espera é simplesmente uma margem de segurança — passado esse período, está tudo em ordem para doar.
A regra de ouro: declare sempre na triagem
Quer tenha uma tatuagem recente, um piercing novo ou qualquer outra situação, informe sempre a equipa na triagem clínica. É um momento confidencial e sem julgamentos, e é a equipa de saúde que avalia cada caso individualmente. Na dúvida, compareça — e pergunte.
Outros “impedimentos” que afinal não são
- Tomar medicação: a maioria dos medicamentos não impede a dádiva. Declare quais toma na triagem.
- Ter feito uma viagem: alguns destinos implicam um período de espera, mas muitos não. Vale sempre a pena confirmar.
Já passaram os 4 meses? Veja as próximas dádivas e marque presença.
Informação baseada nas recomendações do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST, IP). A elegibilidade final é sempre confirmada na triagem clínica.