Tipos de sangue e compatibilidade: porque é que o seu tipo importa
Já todos ouvimos falar em “sangue O negativo” ou “dador universal”. Mas o que significam, na prática, os tipos de sangue — e porque é que isso é tão importante na hora de uma transfusão? Aqui fica o essencial, sem complicações.
Os grupos: A, B, AB e O
O sistema mais conhecido é o sistema ABO, que divide o sangue em quatro grupos — A, B, AB e O — conforme os antígenos presentes na superfície dos glóbulos vermelhos.
A estes junta-se o fator Rh, que pode ser positivo (+) ou negativo (−). Combinando os dois, obtemos os oito tipos: A+, A−, B+, B−, AB+, AB−, O+ e O−.
Quem pode dar a quem?
A compatibilidade é fundamental: dar a alguém um tipo de sangue incompatível pode ser perigoso. As regras gerais para os glóbulos vermelhos são:
- O− é o dador universal: pode ser dado a qualquer pessoa. Por isso é tão precioso em emergências, quando não há tempo para determinar o tipo do doente.
- AB+ é o recetor universal: pode receber de qualquer tipo.
- Em regra, cada grupo pode dar a quem partilha o mesmo antígeno e ao grupo AB, respeitando o fator Rh (um dador Rh− pode dar a Rh+ e Rh−; um Rh+ apenas a Rh+).
Então porque é que todos os tipos contam?
Porque o “dador universal” não chega para tudo. A maioria das transfusões usa sangue do mesmo tipo do doente, sempre que possível, para preservar as reservas de O− para as verdadeiras emergências.
Além disso, alguns tipos são mais raros na população — e é precisamente para esses doentes que pode faltar sangue quando os dadores escasseiam. Seja qual for o seu tipo, ele é necessário.
Não sabe o seu tipo de sangue?
Não faz mal — não precisa de o saber para dar. Ao doar, o seu sangue é analisado e poderá vir a conhecer o seu grupo. É mais uma boa razão para começar.
O seu tipo faz falta. Veja as próximas dádivas e contribua.
Conteúdo informativo de carácter geral. Para questões clínicas específicas, consulte os profissionais de saúde no momento da dádiva.