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Tipos de sangue e compatibilidade: porque é que o seu tipo importa

Equipa ADSTV 2 min de leitura
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Já todos ouvimos falar em “sangue O negativo” ou “dador universal”. Mas o que significam, na prática, os tipos de sangue — e porque é que isso é tão importante na hora de uma transfusão? Aqui fica o essencial, sem complicações.

Os grupos: A, B, AB e O

O sistema mais conhecido é o sistema ABO, que divide o sangue em quatro grupos — A, B, AB e O — conforme os antígenos presentes na superfície dos glóbulos vermelhos.

A estes junta-se o fator Rh, que pode ser positivo (+) ou negativo (−). Combinando os dois, obtemos os oito tipos: A+, A−, B+, B−, AB+, AB−, O+ e O−.

Quem pode dar a quem?

A compatibilidade é fundamental: dar a alguém um tipo de sangue incompatível pode ser perigoso. As regras gerais para os glóbulos vermelhos são:

  • O− é o dador universal: pode ser dado a qualquer pessoa. Por isso é tão precioso em emergências, quando não há tempo para determinar o tipo do doente.
  • AB+ é o recetor universal: pode receber de qualquer tipo.
  • Em regra, cada grupo pode dar a quem partilha o mesmo antígeno e ao grupo AB, respeitando o fator Rh (um dador Rh− pode dar a Rh+ e Rh−; um Rh+ apenas a Rh+).

Então porque é que todos os tipos contam?

Porque o “dador universal” não chega para tudo. A maioria das transfusões usa sangue do mesmo tipo do doente, sempre que possível, para preservar as reservas de O− para as verdadeiras emergências.

Além disso, alguns tipos são mais raros na população — e é precisamente para esses doentes que pode faltar sangue quando os dadores escasseiam. Seja qual for o seu tipo, ele é necessário.

Não sabe o seu tipo de sangue?

Não faz mal — não precisa de o saber para dar. Ao doar, o seu sangue é analisado e poderá vir a conhecer o seu grupo. É mais uma boa razão para começar.

O seu tipo faz falta. Veja as próximas dádivas e contribua.


Conteúdo informativo de carácter geral. Para questões clínicas específicas, consulte os profissionais de saúde no momento da dádiva.